A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 24/05/2022
Na obra “Nova Atlântida’’, de Francis Bacon, é retratado um mundo imaginário que é almejado por todos os habitantes, um lugar onde tudo é perfeito e todos são felizes. Fora da ficção, a realidade é diferente, já que os brasileiros se sentem inferiores em relação às outras nações. Dessa forma, a heterogeneidade da sociedade brasileira é uma das principais causas, o que gera uma dependência de aprovação no exterior.
É importante destacar, de início, a miscigenação do meio social brasileiro como principal ponto. Sob esse viés, o termo vira-lata é utilizado por uma parcela da população nacional que se vê inferior à outras nacionalidades, por conta do processo de formação do país, marcado pela participação de várias etnias. Isso pode ser entendido pela visão de mundo eurocêntrica, que é imposta para o mundo todo e gera um conceito uniformizado de pessoas, hábitos e costumes. Assim, há a desvalorização do próprio ser nacional, deixando suas raízes em segundo plano, diante o estrangeiro, compreendendo-o como o correto.
Deve-se ressaltar, também, a necessidade de ser aceito na comunidade internacional como consequência direta do complexo de vira-lata. Sob essa óptica, Marie Curie aborda sobre melhorar as pessoas para poder melhorar o mundo. Diante disso, é perceptível que, na maior parte dos casos, quando pessoas do Brasil estão em contato com cidadãos de outras nações, há a imposição de abordagens que os façam apreciar o país, o que é feito, às vezes, depreciando a sua imagem para obter uma validação externa, o que é errado, já que cada nação possui suas particularidades. Com isso, há, quase sempre, uma procura pela aprovação externa.
Portanto, é indispensável que medidas precisam ser tomadas para estreitar a relação entre o brasileiro e seu país. Para isso, as instituições de ensino devem passar aos seus alunos - da educação infantil ao ensino superior - que a miscigenação não torna o Brasil inferior aos demais países, principalmente, o europeus, por meio dinâmicas e palestras, correspondentes à idade do aluno, com o objetivo de transformar esse conceito de que o Brasil não é tão relevante quanto outras nações. Logo, haverá uma população mais consciente e informada.