A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 24/05/2022

Na música “Bem-vindo ao Brasil” da banda Selvagens À Procura de Lei, o trecho “A gente escreve até Brasil com Z só pra levantar o astral!” demonstra uma inferiorização da cultura brasileira comparada à estrangeira. Isso, só exemplifica ainda mais a péssima imagem que o brasileiro tem sobre seu próprio país, assim destacando o conhecido complexo de vira-latas na sociedade. Dessa forma, esse efeito social, que se trata da negligência pelo que é nacional, acaba por ocasionar uma fuga de cérebros do país e a desvalorização dos negócios locais.

Nesse ponto de vista, é importante citar a grande quantidade de jovens que desejam sair para outros países. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, 47% dos brasileiros entre 15 e 29 anos prefeririam sair do Brasil se conseguissem. Diante dessa óptica, cria-se a conservação do pensamento de veneração pelo exterior, deixando de lado as oportunidades existentes no território nacional. Dessa forma, o país acaba por perder para outras nações, grande parte de possíveis pensadores, cientistas e artistas que surgiriam ao longo dos anos.

Consequentemente, várias empresas e pequenos negócios sofrem com uma invisibilidade se comparadas com marcas estrangeiras. Por exemplo, o caso de João Conrado do Amaral que criou o carro elétrico a mais de 50 anos, mas foi deixado de lado por não ter incentivo nem do governo, nem da população, que escolheram ficar ao lado de carros estrangeiros. Diante disso, observá-se que existe uma disparidade de visibilidade entre o marcas “gringas” e as locais que acabam por ser consideradas inferiores somente por não ter um antecedente internacional.

Apartir disso, é perceptível uma necessidade de mudança nas estratégias para criar um sentimento de identidade nacional positiva. Para isso, o governo brasileiro deve aumentar os investimentos na educação básica e superior, afim de que as pessoas não precisem buscar por esse investimento em outros países. Além de que, criar leis protecionistas para os negócios locais e incentivar a criação de “Start ups” com ideias inovadoras. Dessa forma, o Brasil por seguir nem um caminho para que no futuro, não se precise “colocar Brasil com Z” para melhorar a imagem brasileira.