A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 24/05/2022
A época do Brasil colonial foi marcada pela chegada dos portugueses estrangeiros em território brasileiro, apropriando-se das riquezas e da mão de obra, o que resultou na supressão da cultura existente, tornando-a inferior. Cinco séculos após, ainda é possível ver resquícios de uma sociedade em um difícil relacionamento com a sua nacionalidade, explicitando o “complexo vira-lata”. Desse modo, não há dúvidas que o aumento da taxa de emigração e os entraves no mercado de trabalho são alguns dos efeitos desse comportamento.
Nessa linha de raciocínio, constata-se que o aumento da emigração no Brasil é uma consequência direta ao comportamento de inferiorização do brasileiro. Assim, observando o comportamento popular brasileiro, percebe-se uma prática do complexo vira-lata, que caracteriza-se por uma série de pensamentos que inferiorizam e desacreditam a cultura e o modo de vida do Brasil. Tal pensamento se perpetua tão arduamente na sociedade brasileira que a saída de pessoas do Brasil aumenta consideravelmente.
Ademais, é perceptível que os desafios relacionados ao mercado de trabalho ficam cada vez mais evidentes com essa linha de raciocínio. Com efeito, o escritor Nelson Rodrigues é o autor da expressão “complexo de vira latas”, identificada como a inferioridade em que a população brasileira se dispõe em face do resto do mundo, explicitando a escassez de apreço pela própria pátria. Dessa forma, fica evidente que, com essa convicção, a população brasileira se torna mais resistente a atuar no mercado de trabalho da própria nação.
Portanto, se observa uma realidade que em outras nações exalta-se o quão desenvolvidos e tecnológicos estes são, ao passo que o Brasil é dado como um país de pouco desenvolvimento, tanto político, quanto econômico e educacional. Assim, infere-se que as consequências desse comportamento são o aumento da taxa de emigração e as dificuldades resultantes do mercado de trabalho. Desse modo, è imprescindível que o poder governamental, juntamente com o Ministério da Economia executem medidas acionárias em prol da diminuição do pensamento de interiorização, em uma relação população-país.