A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 24/05/2022
Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial de sua nova casa, Zweig escreveu um livro ufanista cujo o título até hoje é reverberado: “Berasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a defeituosa relação do brasileiro com sua nacionalidade, verifica-se que essa profecia permanece na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que os efeitos causados pelo complexo de vir-latas se desenvolve não só pela disparidade econômica, bem como a displicência da máquina pública.
Diante desse cenário, a disparidade econômica possui influência nesse revés. Nesse sentido, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação a nação brasileira, pelas diferentes concepções causadas pelo desânimo do povo. Sob essa lógica, a parcela populacional contentou-se com o atual problema econômico, haja vista que a mesma ao invés de incentivar e buscar o crescimento de sua pátria, visa somente permanecer estatizada mediante aos impasses sociais e reféns das cadeias do senso comum.
Além disso, a ineficácia governamental é propulsora do problema. Nesse contexto, o pensador Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em inserir o tecido social na promoção da coesão social, com intuito de motivá-los a serem participativos no livre melhoramento de sua percepção sobre o ambiente que o cerca e as vivências dos dilemas modernos. Logo, esse impasse deve ser superado para que o tecido social permaneça mais atrelado as suas próprias causas, com o auxílio estatal na promoção de uma melhora em diversas esferas.
Portanto, para que ocorra a reversão do quadro de vira-latas, urge-se que medidas sejam tomadas. Para tanto, o Governo-dententor e promotor das ações subsidiárias promova campanhas que incentivem o brasileiro a ver o potencial de sua nação, com difusão de livros e vídeos em ambientes escolares que estimulem o desenvolvimento do espírito encorajador nas crianças, visando a formação de uma sociedade forte e engajada na luta pelos seus direitos, com o efeito em todas as bases sociais e institucionais, para que venhamos construir mais pontes e menos muros.