A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 03/10/2023

Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto, é um patriota exaltado que sonha com um Brasil ideal. Entretanto, tendo em vista o país hodierno, essa idealização está longe de se concretizar uma vez que o brasileiro não valoriza a sua nacionalidade. Com efeito, destaca-se dois empecilhos: o desinteresse escolar e a ressignificação do patriotismo por partidos políticos.

A princípio, convém analisar o desinteresse escolar em visibilizar o patriotismo. Para comprovar, De acordo com o pensador Vygotsky, o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio em que está inserido. No entanto, é visível que as instituições de ensino não estimulam o nacionalismo dos estudantes , contribuindo para que os jovens não se interessem em valorizar sua cultura e sim a do norte da América, gerando frustação e ódio do próprio país.

Ademais, vale mencionar o falso ‘‘patriotismo’’ exposto por partidos políticos. Para exemplificar, segundo o site de notícias ‘‘Justificando’’, o ex-presidente Jair Bolsonaro se nomeia como honesto, cristão e patriota, entretanto, seus atos, como os ataques contra indígenas, vão de contra com os princípios de ser patriota. Partindo dessa premissa, explica-se o não pertencimento de alguns cidadãos à pátria devido ao apropriamento inadequado da bandeira do brasil por políticos como Bolsonaro.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam efetivadas. Para tanto, urge que as escolas e universidades -instituições responsáveis em educar e formar opiniões-, promovam debates amplos e contantes sobre a história do Brasil, por meio de seminários e feiras culturais, afim de mostrar aos indivíduos a importância de sentir ardor o que faz bem ao país, e indignar-se com os atos denigram a sua imagem. Dessa maneira, o complexo de ‘‘Vira-lata’’ distanciar-se-á da cabeça de muitos brasileiros.