A relevância da assistência social no Brasil

Enviada em 31/12/2020

Desde o surgimento do iluminismo no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a falta de assistência social aos mais necessitados, no Brasil, coloca em check os ideiais iluministas e mostra que, na prática, essa filosofia não funciona. Isso acontece devido à desigualdade social que se estende pela história brasileira e, também, ao ideal meritocrático imposto pela parcela mais rica da população.

É relevante abordar, prioritariamente, que a desigualdade social deriva da baixa atuação governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira símil, é possível perceber que o grande número de pessoas em situação de miséria desfaça essa harmonia, haja vista que os programas sociais, como o bolsa família, não contemplam todos os necessitados, deixando uma parte dessas pessoas à mercê do próprio destino.

Paralelo a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmus Bauman, de que o mundo está vivendo uma “modernidade líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são suferficiais e não duradouras, se evidencia quando a alta burguesia impõe os ideais meritocratas a todos os cidadãos, porém essa mesma socidade marginaliza uma fração da população, não dando as condições básicas de vida garantidas a todo ser humano pela Constituição, além de excluir essa parcela do mercado de trabalho o que as leva a depender do sistema de apoio social.

Portanto, percebe-se que o debate acerca da relevância da assistência social no Brasil é imprescindível para a construção de uma sociedade mais igualitária. Nessa lógica, é imperativo que o Governo Federal aumente averba destinada para o bolsa família e melhore a distribuição do capital de acordo com as necessidades de cada família, para que seja comtemplado todos que precisarem do benefício. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento pode criar postos de trabalho em empresas estatais ou firmar parcerias com o setor privado para empregar esses cidadãos mais vulneráveis, assim, ao longo prazo, irá diminuir a desigualdade e o número de dependentes de assistência social. Com isso, o corpo social caminhará para a completude dos ideais iluministas.