A relevância da assistência social no Brasil

Enviada em 30/08/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Porém, a desigualdade presente em todo território nacional contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, a assistência social não tem a relevância reconhecida em sua plenitude. Nesse contexto, tornam-se evidências como causas dessa problemática: a lacuna informacional e a falta de infraestrutura.

Convém ressaltar, a priori, que a falta de informação é um fator determinante para a persistência desta situação. Nesse sentido, Arthur Schopenhauer - filósofo alemão contemporâneo do século XIX - defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso exemplifica uma das causas do problema: não são difundidas informações sérias sobre a importância dos trabalhos sociais para as pessoas que deles necessitam. Sendo assim, a visão da sociedade se torna limitada ou, até mesmo, preconceituosa, o que é um empecilho para os assistentes sociais, profissionais que empenham suas vidas na aplicação da justiça social.

Ademais, é fundamental apontar a falta de infraestrutura governamental como principal fomentadora desse status quo. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Karl Marx. Nesse contexto, para serem resolvidos problemas dentro do cenário capitalista, faz-se necessário o investimento financeiro. No entanto, no Brasil, a nação que mais cobra impostos na América Latina, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o investimento é insuficiente para prestação de auxílio social. Por conseguinte, os brasileiros pagam altas taxas e, no momento que precisam do Estado, não tem o básico. Tal situação é uma afronta à Constituição federal, que garante a proteção social aos cidadãos.

Urge, portanto, modificar a visão da população acerca da assistência social. Isto deve ocorrer por meio de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Ministério da Educação, promovendo palestras e debates em escolas sobre o processo de auxílio às pessoas em situação de vulnerabilidade no Brasil, a fim de que as novas gerações se tornem mais atuantes e entendam o propósito das leis à resolução de problemas como, pobreza e desigualdade. Dessa forma, os cidadãos adquirirão conhecimentos para suprir lacunas de informação e contribuirão ativamente na mudança da realidade brasileira.