A relevância da assistência social no Brasil
Enviada em 19/03/2022
No livro “Vidas Secas", por Graciliano Ramos, retrata a vida de uma família nordestina que foi forçada a mudar de tempos em tempos por conta da seca que a rodeava. Em paralelo a isso, no Brasil, milhões de brasileiros estão em situação de vulnerabilidade social, dessa forma, a negligência do Estado perante ao seus cidadãos mostra apagamento na relevância da assistência social no país.
Em primeira análise, uma parcela da população brasileira está numa condição de fragilidade social equiparável à obra citada anteriormente. No livro, os personagens sofrem de fome, pobreza e são jogados em “escanteio” pelo Estado e sociedade contemporânea. Dessa maneira, Ramos apenas retratou a triste realidade brasileira, no qual reflete décadas depois de sua publicação. Como foi comprovado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, feita pelo FGV Social, em que é dito que no ano de 2021, 61,1 milhões de brasileiros foram atingidos pela pobreza (incluído o caso extremo). Logo, conclui-se que a obra “Vida Secas” é apenas um trágico recorte social do país.
Em segunda análise, com a falta de ações do Estado para brasileiros em situações vulneráveis, demonstra a importância da assistência social no Brasil. Conforme a Constituição Federal de 1988, o cidadão tem direito a casa, moradia, comida e saúde. Porém, como foi visto anteriormente, esses direitos básicos não estão sendo garantidos, tornando os cidadãos como “papéis”, conforme o Gilberto Dimenstein, em outros termos, as regalias constitucionais só se limitam ao impresso, e não vão para a real prática. Dessa forma, a relevância da assistência social no país diminui, por haver uma lacuna nessa área.
Destarte, é necessário que o Ministério da Cidadania atue junto com a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social em uma análise de focos de vulnerabilidade pelo país, com o intuito de descobrir quais direitos estão sendo feridos, desta maneira, irão ser realizados medidas como: criação de vagas de empregos formais e de cursos profissionalizantes, além de cestas básicas para famílias pobres. Em síntese, espera-se que com essas providências diminua cada vez mais a quantidade de famílias na mesma situação retratada no trabalho de Graciliano, e que por fim, os cidadãos deixem de serem papéis.