A relevância da assistência social no Brasil
Enviada em 12/07/2022
Durante os anos de 1960, Milton Friedman, renomado economista do Século XX e um dos princípais representantes do liberalismo econômico, chocou alunos e do-centes da Escola de Economia de Chicago, com uma das ideias mais conflituosas re-lacionadas à economia de livre mercado: A renda básica universal. Esta que, solu- cionaria problemas da extrema pobreza e, ao mesmo tempo, aqueceria a circula-ção de bens e mercadorias. Nesse contexto, O Brasil se torna um dos países mais simpatizantes de tal política, em resposta à miséria e desigualdade social cotidiana-mente presente em todo território nacional.
Em primeiro plano, não é de hoje que a camada menos favorecida sofre com a si-tuação econômica brasileira; com impostos mais pesados para os mais pobres e outros proporcionalmente leves para as classes mais altas, a desigualdade se acen-tua cada vez mais. Paralelamente, outro sintoma decorrente que agrava o quadro social do Brasil é a fome, de acordo com uma pesquisa feita pelo “UOL Notícias”, in-fluente grupo jornalístico nacional, aponta que ao menos 58% dos brasileiros sofre-ram, em certo grau, um dos 5 níveis de insegurança alimentar durante o ano de 2021, nos quais são constatados a carência de alimentos e bens básicos do dia a dia, casos em que uma renda mínima universal, faria toda a diferença.
Concomitantemente, é incontestável o triunfo orindo do “Bolsa Família”, progra-ma fundamentado na transferência de renda criado em 2003. De início, fora muito criticado pela classe mais abastada, mas com tempo, fez-se dar impulso à proposta de reduzir as desigualdades presentes na sociedade brasileira, beneficiando mães solteiras, microempreendedores e famílias em situação de carestia, apresentando um crescimento na renda per capita brasileira, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2013.
Em suma, é dever do Estado gerar condições dignas de vida para todos seus cida-dãos. Nesse sentido, faz-se necessário a atuação do Ministério da Economia em conjunto com a Câmara e Senado Federal, para aprovar e ampliar medidas assis-tenciais com maior arrecadamento de verbas e, ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária de bens de consumo essenciais, como de alimentos e higiene, de forma que a extrema pobreza e miséria sejam varridas do mapa de uma vez por todas.