A relevância da assistência social no Brasil

Enviada em 23/07/2022

A filantropia, no Brasil, foi feita quase que exclusivamente pela Igreja e pelos

chamados “homens bons” até o início do século XX. A partir desse momento, Ge-túlio Vargas, ex-presidente da república, inseriu o Estado como um novo e princi-pal agente realizador das políticas sociais. Atualmente, o governo federal em con-junto com estados e municípios adquiriram, desde as primeiras ações de Vargas,

um papel fundamental nas políticas de assistencialismo, fato que permitiu a saída de muitas famílias da extrema pobreza.

Em primeiro lugar, o assistencialismo é uma forma de atenuar as diferenças so-ciais de caráter histórico. Um exemplo do início do surgimento dessas diferenças foi a divisão de terras brasileiras em 1534, na ocasião Portugal designou o contro-le de extensos pedaços de terras a poucas pessoas. No entanto, apesar desse

acontecimento fazer quase quinhentos anos, ainda há a existência de grandes la-tifundios herdados ao longo dos séculos e que proporcionam a concentração das riquezas nas famílias donas das terras. Com isso, muitos brasileiros sofrem com a dificuldade de encontrar um lugar própio para morar devido ao encarecimento dos terrenos e à renda insuficiente dessas famílias, que ainda destinam a maior parte de seus salários aos aluguéis.

Além disso, as políticas sociais ajudam a diminuir as diferenças sociais causadas

pelo escravismo. Isso porque, com a abolição da escravatura no Brasil apenas em 1888, por meio da Lei Áurea, a população afrodescente passou a ter direito à pro-priedade privada. Devido ao passado, segundo o Programa das Nações Unidas

para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil ocupa o sétimo lugar de país mais desi-gual do mundo, com índices próximos ao da África do Sul, nação que ainda sofre com os efeitos de políticas racistas, como o Apartheid.

Portanto, diante desses fatos é necessário que o Estado continue com o assis-tencialismo financeiro às famílias pobres e acrescente programas profissionali-zantes e de educação financeira -principalmente aos jovens-, mediante o emprego de verbas públicas a fim de diminuir as desigualdades sociais causadas pelo conturbado passado do Brasil.