A relevância da assistência social no Brasil
Enviada em 22/08/2022
O escritor e jornalista Gilberto Dimestein, na obra “O cidadão de Papel”, delata a ineficiência de instrumentos jurídicos, o que evidencia uma cidadania ilusória - metáfora usada pelo autor. Nesse contexto, pode-se associar tal alegação à realidade brasileira, hodiernamente, como a negligência com a importância dada à assistência social no Brasil. Mormente, isso é ocasionado pela indiferença estatal e pela ausência de empatia, feitos que eternizam essa problemática.
Com efeito, consoante ao declarado no trecho “Ninguém respeita a Constituição”, na canção da banda Legião Urbana “Que país é esse”, a omissão do governo impossibilita a resolução eficaz da distinção oferecida à assistência social brasileira. Por sua vez, essa conjuntura origina-se de tal modo que é mister uma gestão descentralizada, pois a totalidade dos municípios nacionais tem estrutura disponível para ofertar esse serviço de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portanto, indivíduos padecem com a falta de uma estratégia de execução dessas políticas para gerar uma harmonia entre os gastos públicos e a economia capitalista. Com isso, esses têm as garantias, previstas na legislação pátria, desprezadas, visto que não há respeito à Carta Magna.
Ademais, o egoísmo no corpo social é um entrave à solução do reconhecimento da magnitude da assistência social no Brasil. Nesse sentido, em sua tese “Modernidade Líquida”, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que a contemporaneidade é caracterizada pela instabilidade das relações sociais. Acerca disso, frisa-se que a inércia coletiva expõe a verdade bauniana ante o enfrentamento da pobreza e da desigualdade, uma vez que urge uma justiça social. Isso decorre devido à compulsão de cidadãos com suas vontades patrimoniais, assim, menospreza-se a comunidade. Logo, a insensatez cidadã afeta a falta de um padrão mínimo de educação, saúde, habitação e renda.
Destarte, o Ministério da Cidadania deve criar ações esclarecedoras em plataformas digitais, tais como Youtube e TikTok, mediante filmes recreativos sobre a relevância da assistência social brasileira. Diante do exposto, essa dinâmica tem o propósito de mitigar a negligência do Estado e o descaso da sociedade com a empatia, além de refutar as conclusões defendidas em “Modernidade Líquida”.