A relevância da assistência social no Brasil
Enviada em 30/10/2022
A pintura “O Grito”, de Edvard Munch, representa, por meio de uma figura andrógena, as angústias sociais. Hodiernamente, tais angústias estão refletidas na ineficiência da assistência social no Brasil. Essa realidade se dá pela inoperância governamental, juntamente com o pouco debate acerca do tema.
Primeiramente, destaca-se a ineficiência do governo sobre o investimento nos órgãos responsáveis pela assistência social brasileira. Segundo a “Teoria da Percepção Coletiva”, de Émile Durkheim, o fato social se divide em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado está em âmbito patológico, em crise, uma vez que falta em destinar verbas para a melhoria dos programas de promoção do auxílio social, já que, de acordo com o site G1, menos de 30% dos brasileiros relatam receberem visitas dos assistentes. Logo, sem que haja o destinamento de verbas aos programas sociais, a problemática não será minimizada.
Além disso, o pouco debate acerca da relevância e importância da assistência social no Brasil representa outro entrave. De acordo com Habermas, sociólogo da Escola de Frankfurt, a palavra é uma verdadeira forma de ação. Contudo, a pouca discussão reflete a desinformação da sociedade sobre como o serviço social é importante, e como ela é um direito de todos. Consequentemente, sem que a informação chegue a todos, através da mídia e propagandas promovidas pelo governo, a população não poderá reivindicar seus direitos.
Portanto, é imprescindível que o poder público crie políticas públicas que destinem verbas, por meio da criação de um fundo especial, para a manutenção dos programas de serviço social no Brasil, com o intuito de levar a assistência a todo, e assim ser cumprido o direito geral. Ademais, o governo deve promover campanhas midiáticas que informem a população sobre a necessidade do serviço social, fazendo com que a sociedade debata acerca do tema. Só assim a obra de Munch será desassociada da realidade.