A relevância da educação midiática no Brasil atual
Enviada em 13/10/2025
De acordo com a pesquisa “TIC Domicílios” (2023), cerca de 84% dos brasileiros acessam a internet diariamente, o que demonstra o papel central da mídia digital na vida cotidiana. Entretanto, essa presença intensa das redes sociais traz desafios, como a disseminação de fake news e a dificuldade de interpretar informações de forma crítica. Assim, torna-se evidente que a educação midiática é indispensável para formar cidadãos conscientes e preparados para lidar com o grande volume de dados que circula no ambiente digital. Além disso, a ausência de preparo para analisar conteúdos online tem contribuído para a propagação de informações falsas. Conforme um estudo da Fundação Getulio Vargas (2022), 70% dos brasileiros já acreditaram em notícias falsas ao menos uma vez. Desse modo, percebe-se que a falta de educação midiática favorece a manipulação de opiniões e compromete a qualidade do debate público. Ademais, o pensador Pierre Lévy, em Cibercultura, ressalta que o avanço tecnológico exige novas habilidades cognitivas e comunicacionais, reforçando a importância da formação crítica diante das transformações digitais. Por conseguinte, a desinformação também representa uma ameaça à democracia, visto que o acesso responsável à informação é essencial para o exercício da cidadania. Todavia, o sistema educacional brasileiro ainda não incorporou plenamente o ensino sobre o uso consciente das mídias. Embora a Base Nacional Comum Curricular mencione a “Cultura Digital” como competência, muitas escolas carecem de recursos e formação adequada de professores. Assim, os jovens permanecem vulneráveis à influência de conteúdos manipuladores. Nesse sentido, produções como O Dilema das Redes (2020) evidenciam como os algoritmos moldam comportamentos e reforçam bolhas informacionais, tornando ainda mais urgente o ensino sobre o funcionamento das mídias. Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação, em parceria com universidades públicas, implemente programas de capacitação docente e materiais pedagógicos voltados à leitura crítica das mídias. Dessa forma, seria possível promover o desenvolvimento do pensamento crítico e consolidar uma sociedade mais informada, ética e participativa.