A relevância da educação midiática no Brasil atual
Enviada em 23/10/2025
Segundo o filósofo italiano Umberto Eco, “a internet deu voz aos imbecis”, ele afirma isso baseado na quantidade abundante de informações que existem na internet e que as pessoas às utilizam sem preparo crítico. No Brasil, muitas pessoas acabam apenas lendo as informações de maneira superficial e muitas vezes acabando espalhando desinformação, isso ocorre devido a falta de educação midiática nas escolas e a era da pós-verdade.
Em primeiro plano, evidencia-se que não é ensinado educação midiática nas escolas. Em um contexto em que a internet se tornou a forma de acesso a informação mais facíl, ensinar os jovens desde cedo é fundamental para impedir a proliferação de fake news, uma vez que ensinado desde cedo, os jovens aprendem a identificar padrões característicos nas fake news como ausência de fontes, uso de subjetividade e manchetes sensacionalistas. Na falta desse aprendizado, as crianças e adolescentes se tornam vulneráveis à notícias falsas, consequentemente espalhando informações falsas e podendo gerar danos tanto para quem espalha a desinformação, quanto para quem recebe a desinformação.
Ademais, a “era do pós-verdade” também prejudica no ensino midiático. A “era do pós-verdade” é mensionada pela primeira vez em 1992 por Steve Tesich, para demonstrar a prevalência das emoções sobre os fatos concretos. Nesse contexto, conteúdos apelativos e ideologicamente convenientes ganham mais credibilidade do que informações comprovadas cientificamente, consequentemente favorecendo propagação de fake news no Brasil.
Portanto, o Estado, por meio do MEC (Ministério da Educação), deve criar políticas para que seja ensinado nas escolas sobre educação midiática, para que os jovens do Brasil aprendam sobre os perigos das fake news e da desinformação afim de que saibam como lidar e evitar esse tipo de conteúdo. Dessa forma, fortalecendo a autonomia intelectual dos jovens e criando um ambiente democrático mais responsável e consciente.