A relevância da educação midiática no Brasil atual
Enviada em 29/03/2023
Na novela “Travessia”, da rede Globo, é retratada a trama da personagem Brisa, que foi perseguida pela população da cidade dela, por conta de uma fake news. No entanto, Brisa foi presa inocentemente, e após ser solta, buscou uma nova cidade para fugir de jugalmentos de um crime que não foi cometido por ela. Nesse viés, fora das telas, tal problemática está em contínuo crescimento em função da falta da educação midiática na sociedade contemporânea brasileira. Contudo, a ineficácia das leis no setor midiático e o uso exacerbado de redes informativas atrasam esse processo de educação no Brasil atual.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a ineficácia das leis torna a propagação de notícias falsas cada vez mais frequente. Segundo Paul Joseph Goebbels, político alemão, uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade. Sendo assim se as leis fossem executadas na prática de forma eficaz, elas diminuiriam a propagação das fake news e auxiliaria no monitoramento dos meios de mídias. Logo, contribuiria de forma relevante no avanço educativo nos meios de comunicação.
Ademais, nota-se que os avanços tecnológicos dos últimos anos trouxeram inúmeros benefícios. Entretanto, com a evolução das redes sociais e fácil acesso a informações, surgiu a busca incessante dos indivíduos de estarem conectados a todo momento. De acordo com Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, as redes sociais são muito úteis, porem são uma armadilha. Sob essa ótica, o uso diário desses aplicativos, sem supervisão e direcionamento, gera notório aumento na disseminação de inverdades.
Portanto, é mister que o Estado deve tomar providências para amenizar o impasse. Para a melhoria na eficácia das leis, deve-se contratar profissionais para o acompanhamento dos meios midiáticos, por meio de programas de monitoramento. Assim, caso haja alguma informação que ultrapasse as leis, haverá a punição devida ao usuário. Sobretudo, também seria interessante a criação de campanhas nas escolas mostrando os riscos da utilização exacerbada das redes e conscientizando elas por meio de palestras e panfletos. Somente assim, será possível que haja a educação midiática relevante no Brasil atual.