A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 03/11/2023

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positi-

vista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto atual, vem enfrentando significativos problemas para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, a falta de incentivos tecnológicos na educacão, representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem com consequência a negligência de direitos fundamentais, e a fuga de grandes cérebros pra o exterior.

Em uma primeira análise, nota-se a inoperância governamental como fator agra-

vante dessa falta de incentivos no Brasil. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista Murray Rothbard, uma parcela de representan-

tes governamentais ao se orientar por um viés individualista e visar uma retorno imediato de capital político, acabam negligenciando a conservação de direitos in-

dispensáveis, como o direito a educação, o qual na pandemia, muitas crianças não possuiram meios para estudar. Dessa forma, enquanto a máquina pública omitir suas responsabilidades, os direitos continuarão sendo negligenciados.

Depreende-se, portanto, com esse déficit de estímulos, a fuga de cérebros com grandes potenciais para países de primeiro mundo, onde a tecnologia, meio mais importante atualmente, é tratada como uma prioridade. Posto isso, é preciso de uma precisão educacional, para que não seja distraída a atenção do aluno no pro-

cesso de aprendizagem. Em decorrência disso, mantém-se a ausência de ações so-

ciais efetivas no que tange a reversão desse contexto, fragilizando, com isso, um melhor avanço no futuro do país. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.

Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas estatais que alterem esse quadro. Portanto, a fim de garantir um futuro avanço econômico, educacional e político, cabe ao Estado -em sua função de promotor do bem-estar social- investir na educação midiática e de profissionais na área, para que haja a precisão educaci-

onal. Tal ação deverá ocorrer por meio do capital adquirido com a alta cobrança de impostos gerados pelo governo. Somente assim, com a conjuntura de tais ações os brasileiros verão o pregresso referido na Bandeira Nacional como uma realidade.