A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 16/05/2023

“É de natureza da cultura tornar natural o que não é”. Afirmação do historiador Leandro Karnal, que caracteriza com excelência a problemática acerca da falta de relevância da educação midiática no Brasil. Nesse sentido, essa situação de indiferença, tem como origem inegável o aumento da desinformação populacional brasileira. Assim, não só a disseminação de notícias sem embasamento, como a limitação dos meios de aprendizagem, demonstram a naturalização deste quadro impertinente.

Visto que, o mundo enfrentou uma pandemia de Covid-19 recentemente, com seu ápice em 2020, declarado pela OMS, toda a comunidade global necessitou da adaptação às tecnologias repentinamente. Este cenário proporcionou o surgimento de fake news sobre diversos temas tratados durante esse período de terror mundial, as quais foram divulgadas. Sob essa óptica, cidadãos sem afinidade ou relação anterior com a internet, como, idosos, analfabetos ou pessoas de baixa renda no Brasil, se prejudicaram na pandemia em decorrência da necessidade do uso. Foi recomendado pelo STJ através do Twitter, a análise de notícias antes de serem compartilhadas online, e sem um contato prévio com o meio midiático, esta porção citada da comunidade brasileira encontrou-se afetada, em meio à levantamentos verídicos e insidiosos.

Entretanto, a tecnologia pode atuar como um meio de facilitar a vida da população que a usar de maneira consciente. Como na educação brasileira, onde seu uso ainda é limitado, porém vem sendo mais valorizado. Participante da UNESCO MIL Alliance Award, o Imprensa Jovem estimula a participação e amplia os canais de comunicação da escola com a sua comunidade, onde os alunos têm a chance de desenvolverem maiores habilidades por meio de blogs, rádios, reportagens e pesquisas.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, promover inclusão do uso de ferramentas online, que sejam amplamente usadas nos colégios públicos e privados, promovendo ensino de qualidade para o país. Ao poder Legislativo cabe propor políticas públicas de inclusão e aparatos de segurança tecnológica. E somente assim a educação midiática não falhará no Brasil.