A relevância da educação midiática no Brasil atual
Enviada em 20/10/2023
De acordo com um levantamento feito pela Poynter Institute, escola de jornalismo e organização de pesquisas americana, 4 em cada 10 pessoas afirmam receber notícias falsas diariamente, entre os brasileiros, são 65% que dizem receber e as vezes compartilhar, sem antes verificar as fontes de uma notícia. Desde a pandemia as crianças e jovens tem tido acesso à internet cada vez mais cedo, O estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), apontou que 93% das crianças e adolescentes do país entre 9 e 17 anos são usuárias de internet, assim, ter acesso a toda essa informação sem supervisão os torna alvos fáceis para manipulação.
Observa-se que as crianças vêm sendo expostas a internet cada vez mais cedo, diariamente por intermináveis horas, essa exposição afeta não apenas a percepção de mundo dessas crianças como também as torna mais suscetíveis as manipulações da mídia, por meio de inúmeras publicidades que assistem e também perdendo a capacidade de discernir informações de verdadeiras ou falsas.
Dessa forma, entra a educação midiática, que tem como objetivo, formar pessoas com pensamento crítico e aptas a consumir e analisar produtos e mídias no meio digital de forma segura. A ideia é inserir os jovens a internet de forma moderada e segura, para assim proporcionar tempo e espaço para o mesmo desenvolver habilidades para filtrar as informações confiáveis e de qualidade, das inúmeras que recebem a cada instante no meio digital.
Em suma, cabe ao Ministério da Educação mitigar os impactos da exposição prematura e prolongada à internet, por meio da inserção da educação midiática no sistema de educação brasileiro, aplicando-a a grade obrigatória de todas as escolas, públicas e privadas, a fim de formar cidadãos capazes de discernir informações de forma prática, criando assim futuramente um ambiente seguro de notícias na internet.