A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 17/10/2023

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a negligência para com a promoção da educação midiática no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, o filósofo e teórico político Karl Marx, em sua obra literária “O Capital”, aborda o conceito de alienação como moldador de pensamentos e comportamentos dentro de sociedades capitalistas. Nessa conjuntura, nota-se que tal definição se aplica ao cenário atual de desinformação gerada pelos avanços dos meios midiáticos, que limitam o pensamento crítico em massa. Sendo assim, a educação midiática aparece como solução para a formação de senso crítico dentro das sociedades, bem como a promoção da comunicação a favor da ética comum a todos.

Ademais, é fundamental apontar a ausência de medidas governamentais para combater a disseminação das “fake news” como impulsionador do problema. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt observa que tal fenômeno ocasiona a massificação da sociedade, formando indivíduos incapazes de formar julgamentos morais e filtrar informações. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de campanhas, programas e debates, reforme a base educacional brasileira, visando implementar a grade curricular escolar matérias que priorizem a comunicação social, a fim de formar cidadãos mais conscientes. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social’, tal como afirma John Locke.