A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 16/10/2023

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, nos permite refletir sobre como A relevância da educação midiática está sendo negligenciado no tecido social brasileiro. Nesse sentido, fatores como a base educacional, em consonância com falta de pensamento critico da população, são os principais elementos relacionados com a problemática.

Primeiramente, é importante ressaltar que segundo o secretário de Políticas Digitais, João Brant, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – documento que define os conteúdos de aprendizagem essencial dos alunos - prevê a educação midiática como um tema transversal e eletivo nas escolas. Por isso, segundo ele, o momento é de produzir conteúdos e formar professores. Porem, segundo uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sete em cada dez jovens de até 15 anos no Brasil não distinguem fatos de opiniões. Dessa forma, retém-se que as normas e medidas tomadas atualmente não resolve as problemáticas advindas com o meio globalizado.

Somado a isso, vale ressaltar que a falta de e pensamento critico da população é outro elemento que intensifica a problemática, tendo em vista que a população não questiona as informações que recebem. De acordo com Hannah Arendt, filósofa alemã, a sociedade sofreu um processo de massificação, que formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alienados e aceitando situações sem antes as questionar. Assim, conclui-se que a sociedade, influenciada pela mídia, atua como um bloco não pensante, que publica e republica noticias nem sempre reais.

Desse modo, é importante que o Ministério da Educação faça reformas na grade curricular educacional, visando a implementação de aulas onde seja abordado a educação midiática. Assim pode se formar uma sociedade crítica e informada.