A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 16/10/2023

Em 1969, a sociedade conheceu uma das leis mais importantes para a história da América Latina: a Convenção Americana de Direitos Humanos, cujo texto garante o direito a educação de qualidade para todos. Entretanto, a quantidade de desinformação espalhada devido a falta de conhecimento adequado impede que a população brasileira vivencie o direito descrito descrito pelo tratado. Para solucionar o impasse, é necessário combater a omissão estatal e fortalecer a dignidade humana.

Diante desse cenário, o conceito filosófico de contrato social, popularizado na Europa do século 18, diz respeito ao dever do Estado de garantir direitos básicos aos indivíduos. Todavia, uma notícia da CNN mostrou que, durante a pandemia do COVID-19, cerca de 60% dos brasileiros tiveram contato com uma fake news, o que mostra que o contratualismo europeu não é uma realidade para os cidadãos brasileiros. Essa utopia se justifica pela carência de políticas públicas, como a insuficiência de debates públicos sobre o tema.

Quando a dignidade humana for uma prioridade no Brasil, a desinformação excessiva nas redes será tratada de forma adequada. John Rawls, expoente filósofo político do século XX, entendia que as desigualdades sociais e econômicas são obstáculos para a equidade. Nesse sentido, os cidadãos brasileiros vivenciam, em suas rotinas, a carência denunciada por Rawls, na medida em que o Estado negligência o acesso à educação de qualidade para todos.

Portanto, para garantir os benefícios previstos pela Convenção Americana de Direitos Humanos, as escolas, que são responsáveis pela transformação social, devem estimular a população a solicitar melhorias na educação midiática no Brasil, por meio de projetos pedagógicos, como ações comunitárias de conscientização que podem mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa terá como objetivo garantir os direitos descritos por Rawls e levar o Brasil a experimentar, de fato, a dignidade humana.