A relevância da educação midiática no Brasil atual
Enviada em 16/10/2023
O filme “Não Olhe Para Cima” retrata a desinformação dos canais de mídia sobre a população, que não sabendo diferenciar uma notícia falsa e verdadeira, acaba por acreditar comunicados fraudulentos. Em consonância com a obra, é notório que a relevância da educação midiática no Brasil ainda é pouco discutida no ambiente escolar. Nesse viés, tem-se como principais fatores: a falta de avanços significativos na base educacional e a escassez na criticidade dos discentes. Assim, é preciso que sejam criadas maneiras de mitigar essa anomalia na sociedade.
Segundo Mozart Neves Ramos, “no Brasil, a escola é do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21”. Seguindo esse pensamento, é indiscutível que as instituições de ensino brasileiras não estão devidamente preparadas para a era da desinformação, pois não há tecnologia necessária e os professores não estão preparados para essa situação. Dessa maneira, notícias infundadas podem se espalhar rapidamente entre os alunos, que não obtiveram boas informações para identificar as chamadas “fake news”.
Nesse contexto, a estrutura insuficiente na educação do país ocasiona um défice na criticidade do estudante. Portanto, sem a obtenção desses conhecimentos, ele não saberá interpretar as informações da maneira correta, muito menos indentificar se elas são confiáveis. Dessa forma, é de extrema importância que essa realidade seja mudada.
Em suma, a fim de atenuar os impactos da pouca relevância da educação midiática no Brasil, é imperioso que o Ministério da Educação, órgão responsável pela educação nacional, inicie projetos nos ambientes escolares para a identificação de informações falsas, através de atividades práticas e teóricas. Além disso, será necessário professores preparados devidamente para instruir seus alunos a como descobrir se a notícia é confiável. Outrossim, as consequências apontadas na longa-metragem “Não Olhe Para Cima” não serão parte da realidade brasileira.