A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 12/10/2023

A alteridade é o exercício de se colocar no outro, e o perceber como uma pessoa singular e subjetiva. Desse modo, percebe-se que na questão da educação midiática no Brasil atual, falta a aplicação desse conceito por parte de poderes públicos, o que provoca inúmeros problemas à coletividade. Assim, é imperioso o debate disso, com foco em formar cidadãos futuros conscientes de seus direitos e aumentar o acesso à informação de qualidade. Para resolver este impasse, é essencial combater a omissão estatal e fortalecer a dignidade humana.

Diante desse cenário, o conceito filosófico de contrato social, popularizado na Europa no século XVIII, diz respeito ao dever que o Estado tem, ou deveria ter, de garantir direitos básicos aos indivíduos. Todavia, as gerações atuais estão expostas a milhares de informações que podem resultar riscos ao seu crescimento e desenvolvimento crítico e cognitivo. Esta utopia se justifica pela carência de políticas públicas, como materiais didáticos voltados efetivamente a ferramentas digitais, cruciais para alcançar a educação midiática.

Ademais, deve-se notar que a disseminação de notícias falsas ao não ser checado e verificado pelo usuário, pode manipular e prejudicar de maneira social, sendo depois compartilhado em comunidades e redes sociais no Brasil. Segundo o Banco Nacional Comum Curricular (BNCC), a educação midiática é apresentada como uma das competências gerais a serem desenvolvidas nas escolas, tendenciando os estudantes a utilizar a comunicação e informação de maneira ética, moral e crítica. Logo, é inaceitável que esse cenário continue.

Portanto, é necessário superar esses obstáculos, para isso, é imprescindível que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação por intermédio de via verbas voltadas a educação, aplique nas escolas ferramentas digitais visando na autonomia e no senso de responsabilidade de todos. Paralelamente, é crucial criar projetos pedagógicos, como aulas com materiais didáticos específicos voltados a temática. Assim, se consolidará uma sociedade mais digital e informada, no qual o Estado desempenha seu “contrato social”.