A relevância da educação midiática no Brasil atual

Enviada em 17/10/2023

Eu outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes

da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo o direito à educação digna e com qualidade. Entretanto, isso não ocorre devidamente, uma vez que não há educação midiática no Brasil. Com efeito, é necessário desconstruir não somente a invisibilidade, mas também com a escassez das esferas governamentais.

Diante desse cenário, a falta de conhecimento sobre as mídias atuais fragiliza a dignidade da população. Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura que todos indivíduos fazem jus a direitos básicos, a exemplo a educação para todas as idades. Ocorre que, no Brasil, os idosos estão distantes de vivenciar o benefício previsto pelas Nações Unidas, sobretudo por conta da difusão de novas tecnologias tem exigido dos idosos um aprendizado contínuo. Porém, esse aprendizado não é proporcionado a eles. Nesse sentido, se os idosos continuarem sendo tratados como invisíveis, os direitos firmados em 1948 permanecerão como privilégio.

Além disso, a inércia estatal inviabiliza o combate contra a escassez da educação midiática. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke desevolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Todavia, a carência do ensino sobre a mídia evidência que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que atitudes não são tomadas para proporcionar a toda população o aprendizado sobre as mídias atuais, a qual estão em constante mudanças. Desse modo, enquanto a Omissão do Estado se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com manzelas para os cidadãos.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que haja educação midiática no Brasil. Assim, o Ministério da Educação - responsáveis por promover ensino de qualidade - devem ensinar as crianças e principalmente idosos a reivindicar melhorias em relação a instrução sobre as midías, por meio de projetos pedagógicos, como aulas e palestras. Essa iniciativa terá a finalidade de romper a inércia do Estado e de garantir que o tratamento digno previsto pelas Nações Unidadas deixe de ser, em breve, uma utopia no Brasil.