A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 15/10/2022

No filme “A branca de neve”, é representada a jornada de uma princesa, que necessita da ajuda de um príncipe para salvá-la. Fora da ficção, a representação das mulheres em contos infantis, tendem a colocar a figura feminina como inferior e o homem como o salvador do dia. Desse modo, a romantização da subalternidade das mulheres nos contos de fadas tem como principais causadores o contexto histórico do período e a falta de mulheres na concepção dessas histórias.

Em primeiro plano, convém enfatizar o cenário da época em que essas obras foram feitas como originador da problemática. De maneira análoga, de acordo com a história, a maioria dos contos foram feitos a partir do século XVII, em um tempo que o grupo feminino era visto, majoritariamente, como donas de casa. Nesse contexto, é cristalino como essas narrativas refletem a sua época, uma vez que eram escritas, em sua maioria, por homens. Dessa forma, é preciso entender que essas obras são frutos de seu tempo e que essas narrativas não se encaixam nos dias atuais.

Outrossim, a ausência de mulheres na criação desses contos como agravante do impasse. No livro “Mulherezinhas”, é representada a jornada da personagem Jo em busca de reconhecimento e oportunidades no meio literário, tendo que lidar com o machismo do tempo em que vivia. Fora das páginas, a situação da personagem era, e ainda é, a realidade de muitas escritoras, que tinham pouco espaço para expor suas obras, oque explica a predominância de obras da época escritas por homens. Logo, é imprescindível que a igualdade de gênero seja conquistada na atualidade, evitando cometer os mesmos erros do passado.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Educação, deve por meio de campanhas, mostrar à sociedade o contexto da época dos contos de fada, por meio de cartazes e palestras, ministrados por especialistas no tema, evitando a má interpretação desses. Feito isso, espera-se uma sociedade com uma visão mais real das mulheres, diferente do olhar romantizado como no filme “A branca de neve”