A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 10/10/2022
Segundo o episódio intitulado “Contos de fadas”, da série “Explicando”, os con-tos de fadas conhecidos mundialmente, surgiram nos mais remotos cantos do mundo com mesmo objetivo: ditar regras e costumes da cultura vigente. Sob essa ótica, nota-se que os contos de fadas que atualmente estão até em meios cinema-tográficos, tem como objetivo a romantização e a representação de inferioridade da imagem feminina. Nesse sentido, esse fenomeno que é causado por uma base cultural que tende a derturpar a visão da mulher dentro do matrimonio e que, por consequência, criaram expectativas irreais de felicidade na mente feminina.
Em primeiro lugar, nota-se que os contos de fadas são baseados, historicamen-te, em culturas em que o papel da mulher é exclusivamente o casamento e a vida como esposa. Como prova, no livro “Orgulho e preconceito” , que se passa no séc XIX, a personagem e suas irmãs eram incentivadas a passar boa parte da mocidade se preparando , de forma até doentia, para o dia em que se casariam. Sob essa perspectiva, não só a sociedade europeia, onde se passa a história de Jane, mas em muitas outras sociedades, as mulheres eram criadas apenas com o objetivo de casar, e ainda hoje esse objetivo ainda é implicito na vida das mulheres.
Em segundo lugar, vale ressaltar que os contos de fadas criam expectativas na mente de garotas que não condiz com a realidade. Nesse sentido, todos os filmes de princesas e contos de fada, como a branca de neve, as personagens só encontram o final feliz depois que se casam e vão para o castelo com o principe encantado. Essa expectativa de que a mulher alcançará o final feliz apenas quando encontrar o amor verdadeiro e se casar. Dessa forma, milhares de meninas bus-cam incessávelmente o parceiro ideal e se frustam com a realidade que não é igual aos contos de fadas na tv.
Em suma, é necessário que a imagem da mulher criada por esses contos de fadas antigos seja substituido por mulheres fortes e autossuficientes. Para isso, a mídia - como meio de comunicação social de massas - deve incentivar maior representividade de personagens femininas que não sejam dependentes de homens para a própria felicidade, por meio da criação de séries, filmes e novelas, com o objetivo de que a imagem deturpada da mulher seja finalmente extinta.