A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 25/10/2022
“E viveram felizes para sempre” é a frase mais clássica que conclui os contos de fadas na famosa cena do beijo pós casamento entre o príncipe e a princesa resgatada. Porém, em nada a famosa máxima representa a realidade, visto que a mulher moderna não deposita mais todas as suas expectativas de felicidade no matrimônio ou filhos. Assim, os contos de fadas mostram a romantização de uma imagem que cada vez mais vêm sendo descontruída: a inferioridade feminina. Tal caracterização se dá pelas personagens que são extremamente indefesas e frágeis, distorcendo a real imagem da mulher contemporânea.
Primeiramente, as protagonistas dos contos de fadas clássicos sempre são caracterizadas como indefesas e frágeis. Apesar dos contos de fadas terem um papel pedagógico fundamental, é muito importante que desde pequena a menina tenha consciência do seu valor e da sua capacidade, devendo-se ter cuidado ao apresentar uma história a elas. Um conto de fadas que apresenta uma personagem menos ideal é “A Princesa e o Sapo” da Disney. Neste, a princesa Tiana sonha em ter seu próprio negócio seguindo os passos do pai. Não enxerga em um príncipe a possibilidade de ascensão e sabe que pode alcançar seus sonhos independentemente.
Também, uma caracterização romantizada das personagens clássicas distorce a realidade contemporânea. A realização pessoal da mulher atual vai além do casamento e filhos, pois a maioria busca também a realização profissional em um mercado muito competitivo e ainda bastante machista. Em muitos nichos profissionais as mulheres vêm ganhando espaço, como exemplo nas ciências. Cada vez mais vêm mais o público feminino almeja chegar onde as grandes chegaram. Uma personalidade que inspira muitas mulheres atraídas pela ciência é Marie Curie que ganhou dois prêmios Nobel: um em física e outro em química.