A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 15/10/2022

A célebre frase “mulher é o sexo frágil” repercutiu muito nas sociedades

patriarcais. Aonde, com suas diversas estórias de clichê com a princesinha dócil que precisava de um salvador masculino, contribuíram para incutir nas gerações um paradigma difícil de derrubar, perdurando até os dias atuais: a ideia que a mulher é inferior ao homem. No entanto, sabe-se que as mulheres possuem muitos atributos que compensam a força física do outro sexo, como por exemplo, a confiabilidade. Porém, muitas vezes, lhes faltam mais espaço para mostrarem suas competências, principalmente no meio político.

Notavelmente, as mulheres são excelentes executivas, com grande potencial para a política, pois, além das qualidades inerentes do sexo (como capricho, perfeccionismo e outros), são bastante confiáveis. A título de exemplificação, um estudo da HSD Consultoria comparou percentuais de pessoas com desvio de caráter com relação ao sexo, cerca de vinte por cento das mulheres em cargos executivos demonstram o problema. Já o percentual dos homens é bem maior: cerca de trina por cento.

Infelizmente, apesar desse requisito feminino, elas ocupam poucas cadeiras no governo brasileiro. Mesmo sendo a maioria na população, o sexo feminino acaba sendo suprimido pelo masculino em vários âmbitos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2021, as mulheres excederam em 4,8 milhões o número de homens na população brasileira. Em contrapartida, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, apenas um terço dos políticos são do sexo feminino. Há, portanto, grande desigualdade nessa representação popular.

Tendo como base essas informações, torna-se necessário aumentar o quórum feminino nos cargos governamentais, visando a equidade representativa dos gêneros no país. Uma boa alternativa seria estimular as mulheres a votar em suas representantes nas eleições. De modo a estimular essa ação, as candidatas deveriam criar redes de apoio feminino em diversas áreas, como as redes de apoio à maternidade. Através desses espaços, as organizadoras deverão ajudar suas próximas, e, ao mesmo tempo visando angariar votos para que assim, possam ter mais cadeiras, amenizando essa predominância masculina no poder público.