A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 11/10/2022
A Constituição Federal de 1988, por meio do Artigo 5°, visa promover a igualdade entre os gêneros no âmbito social. Todavia, não é isso o que ocorre, uma vez que a romantização dos contos de fadas contribuem para a permanência do ideário de que as mulheres precisam ser salvas por um homem forte. Desse modo, cabe debater como essa prática contribui para com a perpetuação da imagem subjetiva e coletiva do sexo feminino como sendo frágil e dependente.
De início, deve-se destacar que a infância é um dos momentos mais importantes para o desenvolvimento cognitivo e social do ser humano. Em consonância com o que foi apresentado, uma pesquisa realiza pelo portal G1 mostra que meninas que foram mais expostas aos contos de fadas “clássicos” (com um príncipe salvando a pricesa) apresentam uma maior busca por um homem que as proteja. Ademais, isso mostra como a romantização da fragilidade feminina pode comprometer a autoconfiança de milhares de garotas e as tornarem vítimas de uma mentalidade ultrapassada. Dessarte esse ato favorece que limitação internas façam com que mulheres se tornem dependentes de uma estrutura social machista.
Em segundo lugar, vale ressaltar que a mídia possuí um papel fundamental quando se trata de moldar o comportamento social. De acordo com o sociólogo Theodor Adorno, a cultura de massas influencia diretamente em como as pessoas enxergam a si mesmas e ao meio em que estão inseridas de forma a copiar o que veem e escutam nessas ferramentas de comunicação. Destarte, a permanência de histórias infantis que exaltam a coragem do homem em detrimento da inércia feminina só irá contribuir para que essa visão de superioridade do homem seja reforçada em diversos setores da nossa sociedade.
Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério da Família, em parceria com a mídia, deve promover uma mudanças de paradigmas quanto ao pepal de cada gênero em suas próprias vidas. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública para a criação de mais contos de fadas em que as mulheres conseguem se salvar sozinhas, além de campanhas de conscientização sobre esse tema. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeita e o país se tornará cada vez mais igualitário.