A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 13/10/2022
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para também o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, a inferioridade das mulheres representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência o apagamento das mulheres em meio a sociedade.
De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com as ideias de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação à inferioridade feminina pelos contos de fadas. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothboard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como a atenuação de uma visão inferiorizada da mulher. Logo, é notório, que a omissão do Estado perpetua esse cenário Machista no Brasil.
Por conseguinte, engendra-se o apagamento da mulher perante a sociedade. Visto que de acordo com o G1, mulheres recebem cerca de vinte, porcento à menos comparada aos homens. Diante tal exposto, nota-se uma relação de inferioridade feminina tanto nos contos de fadas quanto na realidade. Logo é inadmissível que esse cenário volte a perdurar.
Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental na diminuição significativa no machismo. Assim, a fim de trazer esse cenário igualitário para ambos, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Cidadania, criação de legislações que garantem a igualdade social. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional como realidade.