A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 13/10/2022

Desde a infância meninas são ensinadas a viverem como princesas nas obras fic-cionais. Fora da literatura, a romantização da rotina de princesa prejudica o desen-volvimento acerca da realidade em que vivem e de suas vontades. Nessa perspec-tiva, um problema cada vez mais alarmante é o sentimento de privatização de suas vontades e insuficiência pessoal. Desse modo, é notório que obras como contos, prejudica a valorização das vontades indivíduais e o autoconhecimento.

Diante desse cenário, cabe destacar, que o sentimento de inferioridade é “enraizado” desde os filmes infantis. Acerca disso, vale ressaltar, que os filmes dedicados ao público masculino apresentam figuras heróicas que sempre salvam a cidade, como o Homem-Aranha, representando a força masculina. Análogo a isso, os filmes dedicado ao público feminino apresentam o contrário, como é o caso de Rapunzel, que vive presa em uma torre. Isso faz com que, as meninas ao assistirem tal filme, criem na memória que o ideal para sua vida é privar-se de suas vontades e de sua liberdade, decorrendo em sentimento de inferioridade que prejudica a realização de seus desejos de ser quem quiser ser.

Outrossim, é válido ressaltar, os impactos causados às mulheres pela idealização do companheiro perfeito. No filme Bela Adormecida, a personagem principal vive a procura do amor perfeito que pode salvar sua vida. Na realidade, essa idealização de par perfeito faz com que as mulheres não sintam-se autossuficientes ou felizes com a própria companhia, uma vez que foram ensinadas desde crianças pelos con-tos a procurar por um amor verdadeiro. Sob essa ótica, surge a dificuldade de sentir-se incluída na sociedade, quando comparada às mulheres que vivenciam um relacionamento. Tal cenário torna nítido a necessidade de ensinar desde a infância a valorização da própria companhia.

Portanto, é notório a importância de dismistificar os preceitos ensinados nos contos ao público. Cabe aos produtores de filmes, como o Disney, criar personagens que executem tarefas sem preocupação com o genêro, como a princesa “Valente” que salva seu reino, mostrando a força da mulher, com o fito de quebrar o sentimento de inferioridade ao qual esta população é colocada desde as

obras ficcionais.