A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 13/10/2022
Consoante os livros de princesas da Disney, é evidenciado a representação da mulher como um instrumento doméstico e para o casamento. Nesse sentido, embora a partir do século XX, iniciou-se de forma gradativa, várias conquistas sociais que desconfigura esse esteriótipo, ainda é um problema a romantização nas histórias de fadas, que fazem representação da inferioridade feminina. Diante disso, deve-se analisar a ausência de debates nas escolas e a falta de ações midiáticas, no sentido de orientar a liberdade de escolha da mulher na esfera social.
Diante desse cenário, a ausência de debates nas escolas, na intenção de desfazer essa inferioridade de gênero é uma problemática. Isso porque, desde a Antiguidade, contos de fadas, como a Cinderela, que simboliza a função da mulher como cuidadora do lar e do casamento, ainda é valorizado por importantes instituições, como a igreja. Porém, após a Primeira Guerra Mundial, intensificaram as revoltas contra esse sistema opressor, pois houve participação feminina no confronto armado, como a falecida rainha inglesa Elisabeth. Nesse aspecto, essa abdicação do lar para defender a pátria, representa um avanço no direito de escolha da mulher. Logo, para obter melhores avanços na equidade de gênero, as escolas devem propor debates para desconstruir essa submissão feminina relatada nos contos.
Ademais, a falta de ações midiáticas, no sentido de desconstruir a romantização e inferiodade dos contos de fada, também, é um desafio. Isso decorre da cultura enraizada no país que, geralmente, anula a importância igualitária entre homem e mulher na cidadania. Nessa lógica, é muito comum falas, como: “minha filha tem que ser boa moça para poder se casar”, principalmente, em novelas. Uma vez que, essa expressão “boa filha” é, habitualmente, relacionada com os afazeres domésticos , que faz parâmetro com a inferioridade feminina imposta nos contos de fadas. Por isso, é crucial que os autores de novelas e obras literárias, promovam uma reflexão e desconstrução desse estigma social ainda muito presente no Brasil.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Portanto, as escolas, adjunto com a mídia, deve promover o senso crítico social, por meio da coscientização dos futuros adultos, com auxílio de teatros, modificados da visão religiosa, a fim de valorizar a equidade social no país.