A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 13/10/2022

Em 1889, o filósofo Raimundo Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a visão social misógina, patriarcal e machista ainda vigente. Nessa perspectiva, tal panorama decorre de uma vasta influência midiática agregada a uma intensa banalização pública e escolar. Logo, é evidente a premência em sanar a problemática em questão.

Diante desse cenário, é fulcral ressaltar a série Greys Anatomy, em que as internas Meridith Grey e Cristina Yang sofrem uma série de repressões ao sugerirem que ambas estavam em ascensão na carreira médica por conta de seus relacionamentos com os doutores que já trabalhavam no hospital. Seguindo essa análise, se perpetua na comunidade a concepção enraizada transmitida pela mídia de que a mulher precisa de um homem para alavancar-se na vida, visto que são consideradas inferiores tanto mental quanto físicamente. Contudo, esse fator vai de encontro com pesquisas feitas pela CNN, as quais constataram que atualmente as principais universidades do país são compostas em sua maioria por mulheres.

Ademais, salienta-se a banalização pública e escolar inserida corporativamente, isso porque segundo o sociólogo Émile Durkheim, os colégios e os domicílios são locais fundamentais para a plena formação das opiniões de um indivíduo. Sob esse viés, com a ausência da educação sexual nas escolas, muitas pessoas acabam formulando seus ideais acerca da diversidade de coisas que acessam na internet e desse modo, se tornam ignorantes e preconceituosos. Em suma, dispondo de tais comportamentos, as mulheres passam a ser oprimidas e consideradas frágeis.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promova políticas públicas para mitigar esse imbróglio. Para tanto, é necessária a implementação de leis que disponibilizem verbas para o aumento da abordagem desse tema para a população, por meio de debates e palestras visando a diminuição do machismo e misoginia. Tal como, cabe às mídias ampliar o empoderamento feminino na televisão mediante a produção de séries e filmes que coloquem a mulher como autossuficiente. Logo, se almejará a redução desse óbice, o maior bem-estar geral e o cumprimento do lema de 1889.