A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 29/10/2022
Na antiguidade, as mulheres eram inferiorizadas e reclusas ao lar. Atualmente, a condição delas está diferente, pois elas têm mais liberdade para tomar as próprias decisões. Todavia, essa nova realidade parece não alcançar os contos de fadas, os quais romantizam a dependência da mulher em relação ao homem e propagam a inferioridade feminina. Assim, tal romantização interfere no desenvolvimento infantil e enraíza o patriarcalismo na sociedade.
De início, vale ressaltar que os aprendizados da infância contribuem para o cres- cimento do jovem. Desse modo, ver a Cinderela e a Branca de Neve serem salvas por um princípe leva as meninas a acreditarem que precisam de um homem para alcançar um final feliz. Essa situação, gera a supervalorização e a dependência da figura masculina e propaga a ideia de que as mulheres são inferiores. Tal ideia é a principal responsável pelas desigualdades de gênero existentes na atualidade, em que mulheres ganham menos do que os homens e têm mais dificuldade de ascen-der profissionalmente. Logo, é perceptível que a romantização é prejudicial.
Ademais, além da romantização, os contos de fadas expõem e enraizam o patriarcalismo na sociedade atual. Nesse âmbito, tal conceito junto à concepção histórica de que a mulher é frágil dificulta as melhorias nas condições sociais do público feminino. Além disso, a inércia estatal também contribui com essa dificuldade, pois não desenvolve campanhas que informem sobre o empoderamento feminino. Esse conflito mostra que, até mesmo, o governo é marcado pelo pensamento patriarcal que rebaixa, diariamente, o gênero feminino.
Em suma, a romantização nos contos de fadas é muito prejudicial à mulher. Des-sa forma, o Ministro da Educação deve elaborar campanhas - as quais circulem em todos os veículos midiáticos e espaços públicos -, que expliquem o que é o empo-deramento feminino e desmistifiquem a ideia de dependência do homem por meio do uso de histórias de mulheres fortes, independentes e bem sucedidas. Tal ação deve ser feita por meio de reuniões com especialistas, para que as campanhas se-jam acessíveis, eficazes e de fácil entendimento. Espera-se, com isso, desenraizar conceitos que prejudicam as mulheres e mostrar que o final feliz feminino não de-pende de um homem.