A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 16/10/2022

O Sociológo Émile Durkheim definiu anomia como um mal presente na sociedade, causada pela ausência de regras morais, ademais jurídicas, isto é, a falta da norma. Na atualidade, há uma anomia relacionada à representação da inferioridade das mulheres. Então, é importante analisar as consequência deste imbróglio: a perspectiva distorcida e a generalização da felicidade ideal.

Nesse viés, depreende-se que existe uma semelhança na representação da mulher nas histórias. Em mángas como Nanatsu no Taizai, é mostrado como as damas são frágeis, sensíveis e dependentes dos homens. De maneira analóga, essa postura é aplicada em quase todos os contos fantásticos. Depois da leitura, a moça se imagina como delicada, o que é um problema para sua posterior independência, além disso corrobora para um fanátismo, a qual tenta buscar um marido que satisfaça as ilusões das narrativas.

Outrossim, o conceito da satisfação com a vida é representado em uma única maneira. No conto da Cinderela, a princesa precisa de um príncipe para atingir o “ápice” da vida. Analogamente, as histórias perpetuam a ideia de que a femêa necessita do genêro masculino para sua felicidade. Por outras palavras, há um ponto de vista idealizado sobre a inferioridade da mulher.

Infere-se, portanto, que a problemática deve ser resolvida. É papel do Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Educação financiar autores literários, a fim de incentivar a leitura de genêros insólitos - diferentes-, por exemplo, ficção ciêntifica, ademais fantasias. Ainda, cabe à mídia criar mais séries e filmes que abordem diferentes perpectivas como na série “A princesa”, aonde mostra um caráter forte e valente feminino, a fim de ampliar a imaginação das crianças, bem como a autoestima delas. Assim, existirá menos uma anomia na sociedade.