A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 21/10/2022
Kat, filósofo alemão, destaca que “o ser humano é resultado da educação que teve”. Desse modo, aplicando o raciocínio do autor a atualidade, percebe-se uma má influência dos contos de fadas na percepção da mulher na atualidade. Ademais, desses percepções pode-se destacar duas: a mulher que necessita de um homem salvador e a mulher perfeita.
É válido ressaltar, a princípio, que existe uma forte concepção no inconsciente coletivo de que a mulher será plenamente realizada somente com o amor romântico. Dessa forma, pode-se observar nos contos de fada da Branca de Neve e da Bela adormecida, em que ambas são salvas com o beijo do príncipe encantado. Isso infatiza muito a mulher como dependente do homem, como se ela não podesse se realizar ou solucionar seus problemas por conta própria.
Outrossim, a imagem da mulher perfeita é quase doentio nesses contos de fadas.
Dessa maneira, em a Bela e a fera há uma romantização da síndrome de Estocolmo, pois nada mais é que uma prisioneira que se apaixona pelo seu opressor. Assim, nesse mesmo conto, a Bela é formosa, intelectual, submissa, transforma o homem por ser perfeita.
Portanto, para que haja uma mudança desse tipo de influência que é passada a essa geração, é necessário que pais professores e orientadores pedagógicos se atentem melhor para os conteúdos que é repassado aos filhos e alunos. Logo, que eles invistam em histórias de superação, conquistas, resiliência e igualdade entre todos os indivíduos para que todas as meninas cresçam com uma autoestima melhor, e os meninos respeitando o sexo oposto como uma igual. Por fim, que a educação dada a nova geração não seja embutida de más influências que duraram por séculos, mas que seja influenciada por histórias que motive a todos a serem cada dia melhores.