A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 21/10/2022

Na Idade Média as mulheres que se dedicavam a outras atividades além do lar, eram consideradas bruxas. Dessa forma, a história é congênere à romantização feminina nos contos de fadas. Nesse prisma, avulta-se dois aspectos relevantes: idealizar a dependência das mulheres em uma figura masculina e limitar os sonhos das meninas e moças.

A prióri, evidencia-se o incentivo de mulheres depedentes de uma figura masculina, as colocando em situação de vulnerabilidade. Nos contos de fadas, principalmente nas histórias de princesas, como Cinderela, Bela e a Fera ou os mais recentes como “Frozen” e Moana, todas precisaram de um homem para ajudar em suas missões ou as próprias missões serem baseada nesse home. Sob essa ótica, as mulheres são colocadas em posição de impotentes, passando a mensagem que são inferiores e não podem enfrentar desafios sozinhas ou com a ajuda de outras mulheres. Resultando em uma influência limitadora

Ademais, é notório que tais contos limitam os sonhos de meninas e moças, as influenciado a traçarem sonhos baseados nessas idéias. Dados apontam que, mesmo na atualidade, ainda existe essa falsa ilusaão de profissões masculinas, como pilito de avião, carpinteiro, piloto de carro, advogado criminal e presidente, a Gapy apontou que ainda são profissões vistas como inviáveis para as mulheres. Consoante a isso, os contos colaboram para essa visão, quando as meninas assistem e vêm personagens femininas exersendo papéis de fraqueza, é plantada a idéia que são fracas e desistem dos seus sonhos.

Por fim, é de suma importância que o Ministério da Cultura e as produtoras de filmes, amenizem tal situação. Urge que produzam contos nos quais as mulheres sejam as heroínas, que lutem com dragões e enfrentem a bruxa malvada sozinha, incentivando as meninas sobre sua força. Por meio de, histórias que as comovam e as estiguem ao sucesso, roteiros que sejam elaborados por pessoas que entendem a luta feminina. Somente assim, mulheres extraordinárias não serão confundidas com bruxas, como era na Idade Média.