A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 24/10/2022

Os contos de fadas podem ser considerados histórias de cunho machista, pois fazem representações das mulheres que sempre precisam ser salvas por um homem, um super-herói e somado a isso um imaginário de vida perfeita em um casamento feliz com muitos filhos e a mulher dona de casa. Pode-se perceber que esse tipo de história aumenta a desigualdade de gênero, como também influência a persistência de uma cultura machista. Assim, é imprescíndivel melhor análise dessa problemática.

Virginia Woolf, escritora, diz em uma citação ‘‘Os olhos dos outros são prisões; seus pensamentos nossas celas’’, expressando como a visão dos homens influenciam na imagem menos importante do público feminino. Nesse aspecto, a idealização das histórias aprofunda a diferença existente entre os gêneros, visualizando a mulher como frágil, indefesa, dona de casa e não ganhando a notoriedade no campo profissional. Portanto, aumentam as diferenças salariais, os preconceitos, a manutenção da representação do que a mulher pode ou não fazer.

Vale ressaltar, também, a relação da perfeição nos contos de fada apresentando a minoria feminina entre o crescimento do pensamento machista. Chimamanda Ngozi Adichie, escritora nigeriana diz que o problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos. Nesse sentido, histórias influenciam o modo como o público femino deve fazer e se comportar para ter uma vida feliz. Desse modo, não há mudanças das crenças masculinas em relação à imagem feminina, o que traz a persistência dessa cultura imposta pela sociedade.

Destarte são indispensáveis medidas que possam provocar uma mudança de mentalidade nas pessoas, alterando a imagem da mulher na sociedade. Por isso, o Ministério da Educação deve realizar peças de teatro com alunos, por meio da contratação de professores de teatro. Sob tal óptica, o projeto deve ser realizado em todo Brasil, mostrando a importância da mulher no mercado de trabalho, valorizando o público feminino através de um texto escrito por professores e alunos. Desse modo, com o objetivo de diminuir a desigualdade de gênero e provocar uma mudança na cultura dos adolescentes.