A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 26/10/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a representação de inferioridades nas mulheres dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.
Sob essa ótica, é notável que a indiligência do Estado é fator determinante para perpetuação da problemática. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das intituições “zumbis” que as define como presentes na sociedade, todavia, sem cumprir sua função social. Logo, o Ministério da Cidadania não cumpre sua função ao permitir a continuação de esteriótipos e a romantização de quadros que diminiuam a figura feminina, demonstrando um padrão de descuido e falta de compromisso com o cumprimento da legislação.
Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de conscientização popular como impulsionador do embate. Nesse viés, o pensador alemão Karl Marx, discorre em suas obras que não é a consciência pessoal que determina o homem, mas o ser-social determina-o. Desse modo, a constante percepção dos cidadãos refletindo a inferiorização das mulheres é ocasionada pela indisposição social em combater os males causados por essas práticas e ainda mais quando estas não são reconhecidas em meio ao cotidiano.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter a representação de inferioridade das mulheres. Dessarte, cabe ao Ministério da Cidadania, criar cursos de especialização aos profissionais da educação para criar uma educação imersiva, com a função de ressaltar a igualdade e importância da promoção desse direito. Além disso, deve criar campanhas nas redes socias, nas mídias e nos jornais, com a função de explicitar para toda população a necessidade de se combater a inferiorização e a promoção da desigualdade nos livros e na sociedade em geral, a fim de garantir os direitos previstos à todos. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.