A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 24/10/2022
No livro “A vida invisível de Addie LaRue”, de Victoria Schwab, é representada a in-ferioridade das mulheres nas sociedades modernas. Na narrativa, a protagonista Addie viaja sozinha para a cidade grande, lá ela encontra diversas dificuldades por ser mulher, entre elas a de não poder alugar um dormitório e a de ser julgada uma prostituta por estar desacompanhada. Fora da literatura, atualmente, a igualdade de gênero ainda não se concretizou, apesar dos avanços, as mulheres ainda são tratadas como inferiores ao sexo masculino. Isso se dá, devido a herança patriarcal e tem como consequência a violência doméstica.
Primeiramente, vale ressaltar que a herança patriarcal presente na sociedade, gera a representação da inferioridade do sexo feminino. Isso pode ser observado em sociedades como a dos Hebreus, onde homem era responsável pelas atividades mais importantes, como o pastoreio das ovelhas, deixando para as mulheres subatividades como cuidar dos filhos. Essa prática, culminou na ideia de que o homem é superior a mulher, devido à sua função no corpo social. Dessa forma, gerou-se uma herança de superioridade do sexo masculino, assim como é representado no romance de Victória Schwab.
Ademais, a representação da inferioridade da mulher tem como consequência a violência doméstica. No livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, da autora Taylor Jenkins Reid, a protagonista Evelyn casa com um ator de muito prestígio, no entanto, quando a carreira dela como atriz passa a ser tão notável quando a dele, ele passa a violentá-la. Com isso, devido a representação de inferioridade das mulheres os homens acreditam ser superiores e não aceitam a igualdade, o que resulta na violência doméstica.
Portanto, para que as mulheres sejam vistas com a mesma importância que os homens, medidas devem ser tomadas. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão do Governo Federal, responsável pela educação no Brasil, criar um programa de igualdade de gênero e incluí-lo nas escolas brasileiras. Por meio de palestras com especialistas, com a finalidade de mostrar para as crianças e jovens que a mulher não é inferior e acabar com as crenças na superioridade e inferioridade de um e outro sexo. Criando assim uma sociedade mais igualitária.