A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 28/10/2022
Na animação “Mulan”, Mulan, vai para guerra para proteger seu pai, no entanto, mulheres não podem compor o exercito e quando descoberta é abandonada para morrer, abalada, mas comprometida com sua nova função, ela luta contra seus aliados e inimigos para salvar a China. Fora desta ficção, após secúlos de inferiorização, do mesmo modo que Mulan, as mulheres também precisam lutar pelo seu lugar de espaço, mesmo sendo capacitadas. Isso de deve ao machismo ainda enraizado na sociedade, retratado desde a infância nos contos de fadas.
Convem ressaltar, primeiramente, que os estigmas impostos na infância podem atingir a fase adulta. Segundo o site “dialogosplurais” a objetificação da figura feminina é feita de uma forma tão eficiênte pelos contos de fadas que diversas mulheres ainda os reproduzem. Tal situação se deve jutamente pela inferiorização da mulher em seu periodo de desenvolvimento, que aprende de modo robótizado que, a realidade a qual as foi mostrada, não deve ser questionada ou modificada.
Ademais, cabe citar ainda que, os homens que fazem a manutenção desse sistema também são afetados. Segundo o educador, Paulo Freire, “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a sí mesmo, os homens educam entre si mediatizados pelo ambiente”. O “ambiente” masculino criado através da mediatização dos contos de fada, faz com que, meninos cresçam também de formas restrita dentro de seus próprios sentimentos, não podendo expressa-los, e deste modo tendo um conhecimento menor sobre si mesmos, tendo a pressão externa de prover a família, não podendo ter uma posição “inferior” a suas esposas e também não podendo questionar esse sistema, sem sofrerem represálias.
Portanto, para combater a representação pejorativa de esteriótipos de gênero de sua base, é fundamental que as crianças tenham acesso a novas histórias. Deste modo, cabe ao governo juntamente com empresas de entretenimento, por meio de auxílios como os da lei Rouanet, promover a criação de novos conteúdos cinematográficos, teatrais e literários, para que, deste modo, mais obras que não façam qualquer criança crescer com preconceitos comportamentais sejam criadas, buscando alcançar assim, uma sociedade que valoriza suas mulheres e respeita os seus homens como seres dotados de paixões e desejos.