A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 02/11/2022

De acordo com o historiador Philippe Áries, as crianças no século XIV, eram

vistas como adultos em miniatura. Nesse contexto, o tratamento social dispensado a ambos era igual. Contudo, a partir do século XVII, a percepção da infância començou a surgir e com isso o inincío dos contos de fadas, que romantizaram a representação da inferioridade nas mulheres. Tal fato, fica evidente nas histórias que mostram a figura feminina como inferior ao homem. Nesse sentido, isso ainda é presente hodiernamente, seja pela falta de percepção sobre a perspectiva de como a imagem da mulhere é mostrada nesses contos, ou pela continuidade das ideias do patriarcado. Portanto medidas, são necessárias para mudar tal fato.

Convém ressaltar, a princípio que, para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto no qual está inserido, a saber quais são suas origens e as condições da qual depende. Diante disso, devido as obras literárias infantis serem facilmente acessíveis e de aprendizagem primária muitos pais inserem esses contos na alfabetização dos filhos sem terem a compreenção sobre, como essas obras retrantam a mulher em um nível idealizado de inferioridade.

Ademias, de acordo com o filósofo John Locke , todos os indivíduos nascem com direitos inalienáveis, como o direito ao respeito. Entretanto, a representação da inferioridade nas mulheres retradas nos contos de fadas , rompe com a tese do pensador, uma vez que objetificam esse grupo, como serventia para os homens. Sendo esta realidade, devido a representação das ideias do patriarcado nas obras literárias o respeito ao sexo feminino é minimizado, em razão de essas não poderem terem escolhas próprias e terem que seguir padrões pré-estabelicidos que afetam em escolhas, como carreira, comportamento social e até mesmo na maneira de se vestir.

Logo, é crucial que o Ministério da Educação, em parceria com os meios midiáticos, como televisão aberta , criem , em escala nacional, por meio de verbas governamentais, campanhas com conteúdos educativos sobre como alguns contos de fadas romantizam a inferioridade na mulher. Desse modo, conscientizando os pais sobre tal assunto, assim sendo, incentivando que novos contos que respeite os direitos das mulheres sejam criados e que as crinças possam ter acesso a esses.