A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 12/02/2023
Na Grécia antiga, berço da democracia atual, as mulheres não possuíam direito ao voto, ou seja, elas não eram consideradas cidadãs. Atualmente, esse cenário não é aceito, no entanto, as mulheres ainda são vistas e retratadas como inferiores, quando até mesmo os contos de fadas, exibem a fragilidade feminina em contraste ao heroísmo masculino. Tal situação provém da herança de uma cultura patriarcal, juntamente a ausência de representatividade feminina.
Em primeiro lugar, é necessário destacar o patriarcado como principal influenciador da inferioridade feminina na sociedade atual. O que condiz com a fala de Margaret Mead, ”a cultura molda o comportamento humano, assim como produz a diferenciação de personalidades entre gêneros”. Visto que, os valores de um indivíduo são desenvolvidos a partir da realidade que vive. Logo, o retrato da mulher nos contos de fadas e outras histórias, podem ser explicados como produto do pensamento de uma sociedade passada, que manifesta-se até os dias atuais.
Por outro lado, a falta de representatividade feminina, seja nas demais literaturas, mídias ou no meio social, acaba por alimentar a ideia da mulher frágil e inferior. Assim, como diz Berkeley, ‘’Ser é ser percebido’’, as mulheres devem ser reconhecidas e valorizadas pelas suas capacidades. E não somente, enxergadas a partir de uma visão estereotipada retratada diversas vezes na história. Para isso, a representação de uma figura feminina positiva e empoderada é indispensável. Dessa forma, é possível acabar com o estigma que a mulher carrega desde sua infância, a de princesa protegida e incapaz.
Portanto, é fundamental colocar em evidência o olhar negativo que se tem sobre a mulher e buscar soluções para essa situação. Para isso, o Ministério das Mulheres deve desenvolver projetos, por meio das mídias audiovisuais, que visem a inclusão da mulher, como também o combate ao preconceito herdado do patriarcalismo. Ademais, o Ministério da Educação, a partir de palestras nas escolas, podem promover a divulgação da trajetória da mulher, dando visibilidade a discriminação que ao longo dos anos fez e faz parte da vida delas. Com isso, se torna viável a construção de uma sociedade, a qual garante igualdade de gênero.