A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 31/10/2022

Segundo a Constituição Federal de 1988 “Todos são iguais”. Porém ainda é estruturado na sociedade o papel da mulher como mãe, esposa e dona de casa. Essa idéia é disseminada desde o princípio da humanidade, podendo ser visto pelas histórias e fábulas transmitidas através de gerações sobre mulheres sendo salvas por um herói, não sendo capaz de se salvar sozinha, com o tempo esse quadro vem mudando porém ainda é muito recente está mudança

A menina cresce com a fantasia de que precisa se casar, ser salva pelo príncipe encantado pra viver o “felizes para sempre”, já que desde nova é exposta a essa idéia no ambiente que cresce. Segundo Freud, considerado o pai da psicanálise, ocorre um reflexo da infância na vida adulta através de crenças e influências que a criança foi exposta.

A empresa ‘Disney’ foi responsável pela animação das histórias mais conhecidas, como Bela e a Fera, Bela adormecida e A Pequena Sereia… Com o passar do tempo e as mudanças históricas os valores foram mudando e idéias como princesas sendo salvas ficaram no passado, desse modo a empresa foi se reinventando. Criando personagens fortes e independentes, com intuito de mostrar mulheres protagonistas das suas histórias e corajosas, assim consequentemente influênciando as gerações mais novas.

Conclui-se que atualmente ainda existe uma idéia estruturada e idealizada da mulher na sociedade, no entanto ao longo dos anos vem sendo quebrada por diversos movimentos com esse intuito,como o Feminista (que luta por direitos iguais). Para continuar essa quebra de paradigma pode o Ministério da Cultura em parceria com Instituições de ensino ofertar campanhas com intuito de conscientizar e ensinar por meio de peças teatrais, livros e atividades lúdicas, respeitando a faixa etária de cada grupo, possa trazer esse aprendizado para pais e filhos sobre a importância da igualdade, liberdade. Para assim podermos criar próximas gerações mais consientes, garantindo um futuro onde mulheres cada vez mais possam ser protagonistas de duas histórias sem sofrer de uma idealização machista e retrógrada.