A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 03/11/2022
De acordo com o historiador Philippe Áries, as crianças no século XIV, eram vistas como adultos em miniatura. Nesse contexto, o tratamento social dispensado a ambos era igual. Contudo, a partir do século XVII, a percepção da infância começou a surgir e com isso o início dos de contos de fadas, que romatizaram a representação da inferioridade nas mulhere. Tal fato fica evidente nas histórias que mostram a figura feminina como inferior ao homem. Nesse sentido, isso ainda é presente hodiernamente, seja pela falta de percepção sobre a perspectiva de como a imagem da mulher é mostrada nesses contos, ou pela continuidade das ideias do patriarcado. Portanto, medidas são necessárias para mudar esse impasse.
Convém ressaltar a princípio que, para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto no qual está inserido, a saber quais são suas origens e as condições da qual depende. Diante disso, devido as obras literárias infantis serem facilmente acessíveis e de aprendizagem primária muitos pais inserem esses contos na alfabetização dos filhos. Entretanto, muitos responsáveis não têm a copreensão sobre como essas obras retratam a mulher em um nível idealizado de inferioridade.
Ademais, de acordo com o filósofo John Locke, todos os indivíduos nascem com direitos inalienáveis, como o direitoao respeito. Contudo, a representação da inferioridade nas mulheres retratadas nas obras, rompe com a tese do pensador, uma vez que objetificam esse grupo, como serventia para os homens. Sendo esta realidade, devido a representação das ideias do patriarcado nas obras literárias o respeito ao sexo feminino é minimizado, em razão de essas não poderem terem escolhas próprias e terem que seguir padrões preestabelecidos que afetam em escolhas,como carreira, comportamento social e até mesmo na maneira de se vestir.
Logo, é crucial que o Ministério da Educação, em parceria com os meios midiáticos, como a televisão aberta, criem, em escala nacional, por meio de verbas governamentais, campanhas com conteúdos educativos sobre como alguns contos romantizam a inferioridade na mulher, Desse modo, contribuindo para que os pais possam fazer escolhas conscientes na alfabetização dos filhos.