A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 07/11/2022
A boneca Barbie possui um lema “Você pode ser tudo o que quiser”, que, segundo os criadores, tinha o objetivo de encorajar as meninas a escolherem seu próprio destino. Entretanto, na sociedade brasileira, a omantização da submissão feminina salienta a desigualdade de gênero e a exclusão social de mulheres.
Diante desse cenário, é possível concluir que a romantização da inferioridade nas mulheres em contos de fadas colabora para o aumento da desigualdade de gênero. Dessa forma, no desenho animado “A Bela e a Fera”, a personagem principal é impedida de estudar pelos moradores de sua aldeia, com a justificativa de que esse comportamento não era adequado às mulheres. Fora da ficcção, nota-se, na contemporaneidade, que a ultrarepresentação de mulheres apenas em papéis submissos aos homens deixa subentendida, para as crianças, o papel de mulheres como suporte para homens, o que não somente contribui para a diminuição do ingresso do sexo feminino em instituições de ensino superior, mas também aumenta a desigualdade de gênero.
Por conseguinte, o excesso de conteúdo machista em contos de fadas favorece a exclusão social de mulheres. Desse modo, o filme Capitã Marvel, dirigido pela Marvel Studios, foi alvo de enormes críticas por ter uma super-heroína como protagonista, considerada a mais forte entre os super-heróis. Por esse viés,
o excesso de conteúdo machista - os quais representam mulheres como esposas, donas de casas e personagens frágeis - faz com que mulheres deixem de ser representadas como donas de seu próprio destino, em decorrência disso, a sociedade torna esses casos uma verdade absoluta e passa a desenvolver um estigma com mulheres consideradas independentes e donas de sí, sendo, muitas vezes, excluídas socialmente.
Logo, o debate acerca da romantização da inferioridade das mulheres é imprescindível para a construção de uma sociedade mais igualitária. Portanto, cabe ao corpo docente - responsável por educar e disseminar informação de valor - a criação de programas de auxílio que visem a desmistificação da fragilidade feminina, a fim de que as mulheres se tornem livres de influência masculina, como a boneca Barbie.