A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 09/11/2022

Os contos de fadas tem um importante papel no desenvolvimento de uma criança. Contudo, a maioria deles reflete um pensamento arcaico, preconceituoso que se tinha na época. Além disso, estas obras tinham intuito de formar mulheres submissas e sem força. Logo, é preciso separar o joio do trigo quando se trata de histórias infantis, escolhendo aquelas que não representam as mulheres com inferioridade.

Em primeira análise, os contos de fadas são um dos poucos retratos da sociedade que uma criança tem acesso. Portanto, os personagens que estão contidos na história, servem como um exemplo a ser seguido por ela. Porém, nestas histórias a mulher muitas vezes é representada com inferioridade, submissividade e dependência do homem. Por isso, é importante para o desenvolvimento dos jovens, selecionar livros que retratem as personagens femininas com força, inteligência e independência.

Em segunda análise, estas histórias infantis foram escritas em épocas muito distintas da atual, com pensamentos que não são mais aceitos. Por exemplo, umas das obras mais populares no Brasil, “Sítio do Picapau Amarelo”, foi escrita por um racista. Então, é preciso criar novos contos para que retratem a realidade com pensamentos contemporâneos.

Em suma, os contos de fadas tem enorme importância no papel de formação de uma pessoa porém a maioria representa as mulheres com inferioridade. Assim sendo, os pais devem selecionar, comprar apenas livros que retratem as mulheres, negros, etc com respeito e igualdade. Desta forma, as editoras de livro entenderão a demanda e irão começar a produzir mais obras com este viés. Só assim, teremos menos pensamentos machistas, racistas impregnados nos contos infanto juvenis.