A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 09/11/2022

“Temos que ser a mudança que queremos ver”. Esse pensamento, do ativista social Mahatma Gandhi, pode fazer alusão ao tema da romantização da representação feminina nos espaços culturais de contos de fadas, execercidos de forma a colocar as mulheres em patamares não reconhecidos por elas. Afinal, essa temática ainda é uma infeliz realidade que tem como origem inegável a manutenção dos espaços de poder por grupos privilegiados.

Desde a formação do trato social, é notório o quanto o machismo e o patriarcado dificulturam a inserção das mulheres nos espaços de direção ou supervisão. Isso é fruto de uma cultura massante, iniciada desde a infância, pois há diversas obras que contém abordagens tratando o sexo femino como mais frágil, portanto, incapaz. Essa análise pode ser exemplificada por meio da criação da Disney “Bela adormecida”, a qual expressa a espera da princesa pelo seu salvador para não perecer. Ademais, notam-se também criações com conteúdos questionáveis sobre a etiqueta do comportamento feminino no desempenho de suas habilidades. Essa análise pode ser justificada por meio do filme americano de contos de fadas “Frozen”, o qual a personagem Elsa, a rainha de Arendelle, é resguardada do convivío social já na infância, dado que a crença de uma mulher realizar atos gloriosos, como seu talento mágico, causam desconforto e temor para uma parcela social que ainda não desvinculou o estereótipo de coadjuvante ao feminino.

Outrossim, nota-se o quão a indústria cultural utiliza das obras literárias e cinematográficas para que essa vicissitude ainda permaneça no cenário atual. Isso pode ser relacionado à elaboração de conteúdos para o público infantojuvenil, posto que segundo a tese freudiana elucidada no livro, “A psicopatologia da vida cotidiana”,esse grupo compõem uma amostra vulnerável aos atos falhos exibidos pelas histórias de contos de fadas.

Destarte, faz-se necessária a inclusão de mais mulheres no âmbito político, no campo legislativo, para que por intermédio de leis orientadas para os viés desse público,por exemplo, a legitimação da veracidade dos conteúdos exposto pela mídia,a sociedade seja contemplada com mais discussõess sobre tal problema. Dessa forma,haverá mais visibilidade para a pauta.