A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres
Enviada em 09/11/2022
De acordo com a filósofa Hannah Arendt, “A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Observa-se que, infelizmente, isso não tem ocorrido na prática, visto que a formação familiar: machista e patriarcal, e o descaso governamental são fatores preponderantes que inferiorizam as mulheres na literatura como nos contos de fada.
Primordialmente, a formação familiar: machista e patriarcal, representa um grande desafio para a devida valorização e descontinuação de estereótipos de sexo frágil das mulheres. Nesse contexto, conforme Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o comportamento manifestado por uma sociedade é consequência das trajetórias socioeducacionais durante a vida dos indivíduos. Dito isso, pode se afirmar que a perpetuação entre as gerações dentro dos próprios lares e através de contos sobre a validação da mulher ser inerente a um homem, no que tange dependência, estabilidade e família, restringe a dimensão humana das mulheres. Consequentemente, a as mulheres continuam tendo sua dignidade desrespeitada.
Ademais, na música “Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”, há a denúncia acerca do descaso governamental, o qual corrobora para a romantização e inferiorização da vida da mulher. Por conta disso, há a falta campanhas midiáticas que preconizem o respeito a mulher por ser um indivíduo autônomo e que não vive em função do homem. Dessa forma, as meninas são influenciadas por crenças falsas impostas pela sociedade sobre ser dependente dos homens.
Portanto, cabe ao Governo destinar parte do PIB para a area da educação. Essa ação irá ocorrer por meio de campanhas midiáticas educacionais. Isso, então, tem a finalidade de remediar a má formação familiar e o descaso governamental, indo ao encontro do elucidado por Arendt - ao garantir o direito das mulheres.