A romantização nos contos de fadas: a representação da inferioridade nas mulheres

Enviada em 24/11/2022

De acordo com o filósofo francês Sartre, o homem é livre, e portanto responsável. No entanto, é notória a irresponsabilidade da sociedade e a inoperância do Estado mediante preconceitos enraizados socio-culturalmente acerca da representação do feminino em ideais romantizados.

Decerto, a problemática da saúde mental da população femina em geral se encontra relacionada ao viés. Pois, tal cenário influencia em como o indivíduo vê a si mesmo, e como é visto pelo seu círculo social. Desta forma, a questão é um fato social, como diria Durkheim, e deve ser analisado e tratado como um fator notável ,e sua resolução é requisitada.

Destarte, é imprescindível o papel do Estado em tal cenário, pois é um agente de resolução. No entanto, há a carência de atitudes relacionadas a mudança da mentalidade da população brasileira, que tem suas ideias pré-concebidas ainda visíveis em desenhos infantis, seriados para jovens e novelas para o público adulto, onde a mulher é representada como incapaz e submissa. Portanto, há a necessidade de interferência formal nas diversas mídias para evitar tais transtornos.

Em suma, é mister mudar a realidade na qual se insere a quem é erroneamente vista como o sexo frágil. Logo, se faz preciso o esforço do Estado, no qual as esferas estaduais e federais atuem em conjunto com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos - por meio do Projeto Nacional de Incentivo a Consciência da Igualdade da Mulher -, no qual seria disponibilizadas equipes de atendimentos de psicólogos e sociólogos afim de desconstruir estigmas do corpo social, através da realização de palestras públicas e a sua disponibilização em diferentes plataformas de mídia, incluindo as online. Assim, o homem seria de fato responsável, como defende Sartre, e a mulher não mais seria representada de maneira inadequada.